Blog· 20 out 2026 · 4 min de leitura
Campanha de fim de ano para empresas: do banner ao e-mail marketing
No B2B, a campanha de fim de ano começa antes de novembro. Como organizar a oferta pelo motivo do presente e levar a mesma mensagem do banner ao e-mail.
A confraternização da empresa é em dezembro. O presente da equipe, com a marca da empresa, precisa ser escolhido, aprovado e produzido antes disso. Quem vende pra empresa e só lembra do fim de ano em dezembro chega quando o orçamento já foi pra outro fornecedor.
Campanha de fim de ano pra empresas começa antes de novembro, organiza a oferta pelo motivo do presente e repete a mesma mensagem em todos os canais: site, e-mail, redes, anúncio e catálogo.
Um exemplo é a campanha de fim de ano do Grupo T&M, indústria de uniformes e brindes personalizados.
Por que no B2B o fim de ano começa antes
No varejo, a pessoa decide e compra no mesmo dia. Na venda pra empresa, o caminho é mais longo:
- Mais de uma pessoa decide. Alguém pede orçamento, outra pessoa aprova e o financeiro paga.
- O produto leva a marca do cliente. Tem arte pra aprovar e prazo de produção.
- A data é fixa. O presente precisa chegar antes da confraternização ou do recesso.
Somando as três coisas, a escolha precisa sair semanas antes da entrega. A campanha tem que estar no ar quando essa escolha acontece.
Organize a oferta pelo motivo do presente
Quem compra não chega pensando em garrafa ou em bolsa térmica. Chega com um motivo: agradecer a equipe inteira, cuidar da relação com clientes ou marcar uma conta importante. Na campanha da T&M, os kits foram separados assim:
- Kits Presença, pra reconhecer mais colaboradores. Um deles, o Verão Essencial, leva bolsa térmica dobrável, squeeze dobrável e chaveiro abridor.
- Kits Conexão, pra fortalecer boas relações. O Verão Leve leva toalha de praia, squeeze de vidro e chaveiro abridor.
- Kits Experiência, pra transformar o presente em experiência. O Verão Premium leva bolsa térmica, guarda-sol, toalha de praia e copo térmico.



O comprador acha rápido o que serve pro motivo dele, e o tamanho do presente acompanha o motivo.
Os kits têm cara de verão de propósito. No Brasil, o fim de ano é férias, praia e churrasco. O brinde que vai ser usado em janeiro fica mais tempo com a marca à vista.
Uma frase pra campanha inteira
A campanha teve um conceito só: "Brindes corporativos: para quem faz parte da sua história". A mesma frase, as mesmas cores e o mesmo desenho aparecem em todas as peças. Quem vê o anúncio reconhece o e-mail, e quem abre o e-mail reconhece o catálogo.

As peças, canal por canal
- Banner no blog e no site: a porta de entrada pra quem já visita a empresa.
- E-mail marketing: um cabeçalho com a marca e a frase, e um banner com os produtos. Vai pra base de clientes, que já compra e já tem o fim de ano no calendário.
- Carrossel no Instagram, em cinco telas: a frase, uma tela pra cada linha de kits e o fechamento.
- Anúncio em stories: a mesma capa, pra chegar em quem ainda não segue a empresa.
- Catálogo em PDF: a seleção completa, com o preço de cada kit e de cada produto. No B2B, preço à vista adianta o orçamento, porque quem compra precisa levar um número pra aprovação.
Feche com uma saída sob medida
Nem toda empresa quer um kit pronto. A última tela do carrossel diz isso: "Do kit pronto à combinação feita pela sua empresa". O kit pronto acelera a decisão. A combinação sob medida segura quem quer algo diferente e mandaria o pedido pra outro lugar.
Um calendário pra esse tipo de venda
- Outubro: campanha no ar, e-mail pra base de clientes e catálogo na mão do comercial.
- Novembro: anúncio pra quem ainda não é cliente e um segundo e-mail lembrando do prazo de produção.
- Dezembro: os últimos pedidos que ainda cabem no prazo.
Quanto antes a campanha entrar no ar, mais pedido cabe na produção.
Como saber se funcionou
Conte orçamentos e pedidos por canal, não curtidas. Pra isso, marque de onde veio cada contato: um link de WhatsApp com uma mensagem diferente pro e-mail, pro anúncio e pro site já separa as origens. É o mesmo raciocínio do custo real por lead: medir até o pedido, não até o clique. Com isso, a campanha do ano seguinte começa do que funcionou.
Por Vinicius Jacques, publicitário e estrategista de marketing. Mais textos no blog